Domingo, 3 de Março de 2013

decretai-lhes à insânia os murais de um deus menor

travai estes errantes, ó feudos do pensar

ditem tirania dívida putrefacção e dor

lavai até seus uivos com amarras no fundo deste mar

 

melodia subversiva entre punhos cerrados

uníssono metálico de revolta na forja

julgai esta ofensiva matilha de profanos

lembrai-lhes respeito e servidão à corja

 

dai-lhes côdea água e bafiento pedaço

e nunca, nunca os deixeis lembrar

que entre eles não faz tempo ou espaço 

apenas sangue e alma a germinar

 

uma casta sem silêncio ou medo

de quem nada tem e tudo sangrou

a maré de revolta o grito do penedo

"Irmãos, unidos!", e ecoou...

 

 

*Poema da minha autoria e fotografia da Ana Mendes.



publicado por Rui Moreira às 00:50 | link do post | comentar

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