Terça-feira, 26 de Março de 2013

Mirando a cidade selva

De selvagens e humanos

Está a silhueta do lobo

Revelada às luzes da noite.

 

Mira e agita-se.

Reage por instinto

Às leis da injustiça

Dos selvagens na cidade selva.

Agita-se ofegante

Em angústia sibilina

Incapaz da contenção

Na reacção ancestral,

Confundida com sobrevivência,

Apurada pela vivência.

Agita-se e age.

Transbordando de força,

Incapaz de conter o uivo

Que ecoa e prolonga

Pela noite, até à cidade.

Sossegando a força,

Acalmando a alma.

 



publicado por Gabriel Carvalho às 01:44 | link do post | comentar

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