Terça-feira, 25 de Setembro de 2012

Enquanto que em Inglaterra o líder da bancada dos conservadores chama 'plebeu de merda' a um polícia que faz o seu trabalho, nos Estados Unidos, o candidato republicano chama 'chupistas' a 47% dos norte-americanos dias antes de questionar-se sobre o motivo pelo qual não é possível abrir as janelas dos aviões. Em Portugal, descobrimos, através do Ministro Miguel Macedo, que somos um pais de cigarras, embora seja do executivo governamental que venha o som estridente de medidas de austeridade absurdas e incompreensíveis, vazias de uma visão social hodierna ou que se componham sequer num caminho organizado para o futuro do país.

 

O desprezo arrogante com que nós, cidadãos, somos diariamente tratados pela direita redunda num único e claro significado: somos vistos, pelos governantes, como aquilo que verdadeiramente somos: uns pobres coitados incapazes de entender que apenas temos a perder, libertando-nos, as nossas cadeias. O Mundo há-de sempre tremer ante o espectro de um povo esclarecido. A nova direita (saudosos os tempos em que homens como Raymond Aron ou Isaiha Berlin elevavam a direita àquilo que ela poderia ser) despreza tudo o que não é igual a si e que não se rege pelos mesmos princípios. Nada haveria a lamentar se esse desprezo tivesse um fundo ideológico e intelectual, mas não, entramos tão e somente só na época do grunhido e do apupo porco.



publicado por José António Borges às 11:04 | link do post | comentar

2 comentários:
De Ricardo Santos a 25 de Setembro de 2012 às 13:54
Apesar de lamentável por parte de um ministro, concordo com a afirmação de Miguel Macedo: Portugal não pode "ser um país de muitas cigarras e poucas formigas".

Mas, como sempre, em Portugal dá-se mais importância à forma do que ao conteúdo.

Existem dados que permitem corroborar esta afirmação. Estude.

Ao contrário do que dá a entender, penso que nunca antes os portugueses estiveram tão esclarecidos.
E a única coisa que há a lamentar são os 6 longos anos de (des)governação socialista.
Agradeçam ao ilustre camarada, Sr. Pinto de Sousa.

Os meus melhores cumprimentos,
Ricardo C Santos






De Ricardo Santos a 26 de Setembro de 2012 às 02:13
Caro José,

Excelentíssimo não, por favor guarde as bajulações para os líderes do seu partido.

Li bem o seu texto, que ironicamente representa bem a falta de conteúdo que os seus longos artigos e respostas já nos habituaram.

Se para si é tudo uma questão de perspectiva, esclareça-me qual é a outra perspectiva sobre os seis anos de governação desastrosa do Sr. Pinto de Sousa?

Isto é, qual a outra perspectiva sobre a duplicação da dívida soberana em menos de 6 anos, sem consequências positivas para o crescimento da economia e cujo resultado são as medidas de austeridade que enfrentamos neste momento?

Os meus melhores cumprimentos,

Ricardo C Santos


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