Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

     Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

     Era um outro ar que se respirava pelo Porto à entrada desta histórica revolta. A repulsa monárquica, aliada ao carácter de combatividade desses velhos portuenses, conduziu à sublevação colectiva de um ideal. Um outro ar que materializado autorizava os portuenses a ser a voz do país e não o contrário.

     Casta obsoleta a de revolucionário. É o que pensa a cavalgadura versada sob diminuta metafísica. Por isso não celebraremos uma revolta de 31 de Janeiro de 2014. E, mediante honrosa oportunidade, faremos acordo com a independente Inglaterra, integrada na Europa quando lhe convém, e negociaremos a propriedade de pequenos quintais nas colónias, nos quais possamos assentar a firmeza das nossas convicções, que é nenhuma, e semear as nossas vitórias com a terra suja das nossas derrotas.

     Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

     Viva a Revolta de 31 de Janeiro de 1891!

 



publicado por Rui Moreira às 18:48 | link do post | comentar

Catarina Castanheira

Fábio Serranito

Frederico Aleixo

Frederico Bessa Cardoso

Gabriel Carvalho

Gonçalo Clemente Silva

João Moreira de Campos

Pedro Silveira

Rui Moreira

posts recentes

Entre 'o tudo e o nada' n...

Le Portugal a vol d'oisea...

Recentrar (e simplificar)...

Ser ou não ser legítimo, ...

O PS não deve aliar-se à ...

(Pelo menos) cinco (irrit...

Neon-liberais de pacotilh...

Piketty dá-nos em que pen...

Ideias de certa forma sub...

Ideias de certa forma sub...

arquivos

Janeiro 2016

Outubro 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012